Batalha do Tenaru

Batalha do Tenaru
Parte da Guerra do Pacífico
GuadTenaruSandbar.jpg
Soldados japoneses mortos durante o assalto às posições aliadas junto à barra do rio Ilu
Data 21 de agosto de 1942
Local Ilha de Guadalcanal
Desfecho Vitória aliada
Beligerantes
Forças aliadas, incluindo:
Flag of the United States (1912-1959).svg Estados Unidos
Reino Unido Protetorado Britânico das Ilhas Salomão
Japão Império do Japão
Comandantes
Alexander Vandegrift,
Clifton B. Cates
Harukichi Hyakutake,
Kiyonao Ichiki †
Forças
3.000[1] 917[2]
Baixas
41-44 mortos[3] 774–777 mortos,
15 capturados[4]

A Batalha do Tenaru, também conhecida por Batalha do Rio Ilu, foi uma batalha terrestre travada em 21 de agosto de 1942 na ilha de Guadalcanal entre o Império do Japão e as forças aliadas (maioritariamente fuzileiros norte-americanos, marines no original), no âmbito da Guerra do Pacífico na Segunda Guerra Mundial.

As forças aliadas, comandadas pelo major-general Alexander Vandegrift do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, repeliram com sucesso um assalto noturno às suas posições junto a Henderson Field, um aeródromo que havia sido capturado pelas forças aliadas durante os desembarques na ilha em 7 de agosto, levado a cabo por forças comandadas pelo coronel Kiyonao Ichiki do Exército Imperial Japonês, que haviam sido enviadas para Guadalcanal com a missão de recapturar Henderson Field e expulsar as forças aliadas da ilha.

A Batalha do Tenaru foi a primeira de três grandes ofensivas terrestres japonesas durante a Campanha de Guadalcanal. Após a batalha os japoneses perceberam que a força aliada na ilha era muito maior do que o que tinham estimado, e enviaram forças mais numerosas nas suas posteriores tentativas de reconquistar Henderson Field.

Contexto histórico

Em 7 de agosto de 1942, tropas aliadas (predominantemente norte-americanas) comandadas pelo major-general Alexander Vandegrift desembarcaram nas ilhas de Tulagi, Florida e Guadalcanal, no arquipélago das Salomão, com o objectivo de impedir que os japoneses as usassem como bases militares para ameaçar as rotas de abastecimento entre os Estados Unidos e a Austrália. Os aliados pretendiam ainda usar estas ilhas como bases de apoio a uma campanha visando isolar a grande base militar japonesa em Rabaul e apoiar a Campanha da Nova Guiné. Estes desembarques iniciaram a Campanha de Guadalcanal, que se prolongaria por seis meses.[5]

Tropas norte-americanas desembarcando em Guadalcanal, 7 de agosto de 1942.

Os japoneses, que haviam ocupado as ilhas em Maio, foram surpreendidos pelo desembarque das tropas aliadas, que ocuparam Tulagi e outras pequenas ilhas próximas, assim como um aeródromo em construção em Lunga Point, Guadalcanal, até ao anoitecer do dia 8 de agosto.[6] Enquanto decorriam os desembarques, a força-tarefa aliada, composta por porta-aviões e navios de guerra de superfície, foi alvo de diversos ataques aéreos japoneses a partir da base militar de Rabaul, que causaram a perda de dois navios e dezanove aeronaves. Na sequência desses ataques, o almirante Frank Fletcher, comandante-chefe da força tarefa de porta-aviões, resolveu retirar os seus navios da área receando novos ataques.

Durante a noite, enquanto os navios de desembarque descarregavam material e equipamento para as tropas na ilha, os navios de guerra aliados que os guardavam, comandados pelo contra-almirante britânico Victor Crutchley, foram atacados de surpresa e derrotados por uma força japonesa composta por sete cruzadores e um contratorpedeiro, comandada pelo vice-almirante japonês Gunichi Mikawa. Três cruzadores norte-americanos e um australiano foram afundados, e outro cruzador norte-americano e dois contratorpedeiros foram seriamente danificados, naquela que ficou conhecida como a Batalha da Ilha Savo. Desconhecendo que Fletcher havia retirado os seus porta-aviões e temendo um ataque aéreo à sua frota ao amanhecer, Mikawa bateu em retirada após a vitória naval sem atacar os agora desprotegidos barcos de desembarque e as tropas em terra. O almirante Richmond Turner retirou a restante força naval aliada durante a tarde de 9 de agosto sem terminar o desembarque de todo o equipamento, provisões e homens, deixando as tropas de Vandegrift entregues a si mesmas. Embora a maioria das peças de artilharia tenha sido descarregada, apenas foram desembarcadas provisões para cinco dias.[7]

Henderson Field em 1942.

Vandegrift dispôs os 11.000 homens de que dispunha num perímetro defensivo à volta do aeródromo capturado, na zona de Lunga Point. Os trabalhos de conclusão do aeródromo começaram de imediato utilizando equipamento capturado aos japoneses, e em 12 de agosto o aeródromo foi batizado de Henderson Field em homenagem ao major Lofton Henderson, o primeiro aviador da marinha norte-americana morto na Batalha de Midway. Após quatro dias de intenso esforço, todos os suprimentos foram movidos das praias para vários depósitos dentro do perímetro defensivo, e graças aos mantimentos capturados aos japoneses os fuzileiros passaram a dispor de comida suficiente para catorze dias. Para conservar as suas limitadas reservas de comida, os soldados estavam limitados a duas refeições por dia.[8]

Coronel japonês Kiyonao Ichiki, comandante do 28º Regimento de Infantaria "Ichiki".

Em resposta ao desembarque aliado, o Quartel-General Imperial japonês incumbiu o 17º Exército do Exército Imperial Japonês, com base em Rabaul e comandado pelo tenente-general Harukichi Hyakutake, com a missão de reconquistar a ilha de Guadalcanal. Inicialmente apenas algumas das unidades deste exército estavam disponíveis para a missão, pois o grosso das suas forças encontrava-se envolvido na campanha japonesa na Nova Guiné. Dessas unidades, a 35ª Brigada de Infantaria comandada pelo major-general Kiyotake Kawaguchi estava em Palau, o 4º Regimento de Infantaria "Aoba" estava nas Filipinas e o 28º Regimento de Infantaria "Ichiki" comandado pelo coronel Kiyonao Ichiki encontrava-se no mar a caminho do Japão a partir de Guam.[9] Todas estas unidades começaram a mover-se em direcção a Guadalcanal de imediato, mas o regimento de Ichiki, mais próximo, foi o primeiro a chegar.[10]

Um reconhecimento aéreo levado a cabo pelos japoneses em 12 de agosto avistou poucas tropas em terra e nenhum navio de guerra nas proximidades, convencendo o Quartel-General Imperial que os aliados tinham retirado a maioria das suas tropas da ilha. Na verdade, nenhumas tropas aliadas haviam sido retiradas.[11] Hyakutake ordenou que uma força avançada composta por 900 homens do regimento de Ichiki fosse rapidamente desembarcada em Guadalcanal para atacar de imediato as posições aliadas e reocupar o aeródromo na zona de Lunga Point, enquanto os restantes elementos do regimento seguiriam em navios de transporte mais lentos e seriam desembarcados mais tarde. Na base naval japonesa de Truk, que foi o ponto de partida para a operação de desembarque em Guadalcanal, Ichiki foi informado de que 2.000-10.000 tropas norte-americanas defendiam a cabeça de ponte em Guadalcanal e de que deveria evitar ataques frontais.[12]

Ichiki e 916 soldados do seu regimento (de um total de 2.300), designados como o "Primeiro Elemento", foram transportados por seis contratorpedeiros para Taivu Point, cerca de 35 quilómetros a oriente de Lunga Point, às 01:00 do dia 19 de agosto.[13] Deixando cerca de 100 soldados em Taivu Point guardando a retaguarda, Ichiki marchou para ocidente com o resto da sua unidade e acampou antes da madrugada a cerca de catorze quilómetros do perímetro Lunga. As tropas aliadas em Lunga Point receberam inteligência indicando que tinha ocorrido um desembarque japonês e tomaram medidas para descobrir exatamente o que estava a passar.[14]

Prelúdio

Martin Clemens, vigia da costa e oficial da Força de Defesa do Protetorado Britânico das Ilhas Salomão (ao centro), com membros da polícia das Ilhas Salomão que serviram de batedores e guias para as forças aliadas durante a Campanha de Guadalcanal.

Relatórios de patrulhas levadas a cabo por nativos das ilhas, incluindo o sargento-mor Jacob C. Vouza da Guarda Indígena, sob a direcção de Martin Clemens, um vigia da costa e oficial da Força de Defesa do Protetorado Britânico das Ilhas Salomão (BSIPDF), juntamente com inteligência proveniente de outras fontes, indicavam a presença de tropas japonesas a oriente de Lunga Point. Para recolher mais informação, uma patrulha composta por 60 fuzileiros e quatro batedores nativos comandada pelo capitão Charles H. Brush marchou para oriente a partir do perímetro Lunga.[15] Ao mesmo tempo, Ichiki enviou uma patrulha de 38 homens comandada pelo capitão Yoshimi Shibuya para fazer o reconhecimento da disposição das tropas aliadas e estabelecer um posto de comunicações avançado. Pelas 12:00 do dia 19, a patrulha aliada avistou e emboscou a patrulha japonesa em Koli Point, abatendo todos excepto cinco dos seus elementos, que escaparam para Taivu Point. Três fuzileiros foram mortos e outros tantos feridos durante o confronto.[16] Documentos encontrados nos corpos dos oficiais da patrulha japonesa revelaram que estes pertenciam a uma unidade muito maior e continham inteligência detalhada sobre as posições aliadas em Lunga Point.[17] No entanto, os documentos não indicavam qual o tamanho exato da força japonesa nem se o ataque estava iminente.[18]

Embora vários relatos oficiais norte-americanos apontem o rio Tenaru como a localização das defesas orientais do perímetro Lunga, o seu limite era na realidade o rio Ilu, localizado a ocidente do rio Tenaru. O rio Ilu não era um rio mas sim um esteiro separado do oceano por uma barra com cerca de 30 metros de comprimento e 7-15 metros de largura, conhecido pelos habitantes locais como Esteiro do Jacaré.[19] Antecipando um ataque vindo dessa direcção, Vandegrift preparou as defesas aliadas do lado oriental do perímetro Lunga. O coronel Clifton B. Cates, comandante do 1º Regimento de Fuzileiros, colocou os seus 1º e 2º batalhões na margem ocidental do esteiro,[20] reforçados por cem homens do 1º Batalhão de Armas Especiais com duas armas antitanque de 37mm armadas com metralha.[21] A artilharia aliada, composta por 32 obuses de 75mm e 105mm, foi apontada para a margem oriental e para a barra do esteiro, e os observadores de artilharia foram destacados para as posições avançadas dos fuzileiros.[22] As tropas aliadas trabalharam durante todo o dia 20 de agosto para preparar o melhor possível as suas defesas antes do anoitecer.[23]

Após ser informado da aniquilação da sua patrulha, Ichiki enviou rapidamente uma companhia para enterrar os corpos e seguiu com o resto das suas tropas, marchando durante toda a noite do dia 19, parando finalmente a escassos quilómetros das posições aliadas às 04:30 do dia 20. Nesse local, Ichiki preparou as suas tropas para atacar as posições aliadas na noite seguinte.[24]

A batalha

Mapa esquemático da batalha.

Pouco depois da meia-noite do dia 21, as tropas de Ichiki chegaram à margem oriental do Esteiro do Jacaré e ficaram surpreendidas por encontrar as posições dos fuzileiros, pois não esperavam encontrar forças aliadas tão longe do aeródromo.[25] Os soldados norte-americanos nos postos avançados mais próximos ouviram vozes humanas e outros ruídos antes de recuarem para a margem ocidental. Às 01:30 as tropas de Ichiki abriam fogo sobre as posições aliadas na margem ocidental do esteiro com metralhadoras e morteiros, e uma primeira vaga de cerca de cem soldados japoneses carregou em direcção aos fuzileiros.[26] O fogo dos canhões de 37 mm e das metralhadoras dos fuzileiros matou a maioria dos soldados japoneses enquanto atravessavam a barra do esteiro, mas alguns alcançaram as posições aliadas e envolveram-se em combate corpo-a-corpo com os defensores, capturando algumas das posições avançadas. O fogo de metralhadora e espingarda japonês proveniente da margem oriental do esteiro provocou ainda várias baixas entre os operadores das metralhadoras.[27] Uma companhia de fuzileiros, guardada de reserva junto à linha da frente, atacou e abateu a maioria dos soldados inimigos que tinham penetrado as defesas, pondo fim ao primeiro assalto japonês cerca de uma hora após o seu início.[28] Às 02:30 uma segunda vaga de cerca de 150-200 soldados japoneses carregou em direcção aos fuzileiros e foi novamente quase totalmente aniquilada pelo fogo dos canhões e das metralhadoras. Pelo menos um dos oficiais japoneses que sobreviveram ao ataque aconselhou Ichiki a retirar as suas tropas, mas este recusou fazê-lo.[29]

Enquanto as tropas de Ichiki se reagrupavam, as posições aliadas do lado ocidental do esteiro foram bombardeadas com fogo de morteiro.[30] Os fuzileiros responderam com barragens de fogo de artilharia e de morteiro sobre o lado oriental do esteiro.[31] Pelas 05:00 uma nova vaga de soldados japoneses atacou, desta vez tentando flanquear as posições aliadas, avançando pelas águas pouco profundas junto à costa e carregando pela praia em direcção à margem ocidental do esteiro. Os fuzileiros responderam com fogo de artilharia e de metralhadora, causando pesadas baixas entre as tropas atacantes e obrigando-as a abandonar o ataque e a retirar novamente para a margem oriental do esteiro.[32] Nas duas horas seguintes os dois lados trocaram fogo de fuzil, metralhadora e artilharia ao longo do esteiro.[33]

Um tanque ligeiro M3A1 Stuart em Guadalcanal, 1942.

Apesar das pesadas baixas sofridas, as tropas de Ichiki mantiveram as suas posições na margem oriental, incapazes ou sem vontade de retirar.[34] Nessa madrugada os comandantes das tropas aliadas conferenciaram sobre a melhor forma de agir e decidiram contra-atacar as tropas japonesas.[35] O 1º Batalhão do 1º Regimento de Fuzileiros, sob o comando do tenente-coronel Lenard B. Cresswell, atravessou o esteiro a montante da zona da batalha e envolveu as tropas de Ichiki pelo sul e pelo leste, cortando todas as vias de fuga e empurrando as tropas japonesas para uma pequena mata de coqueiros no lado oriental do esteiro.[33] Aviões provenientes de Henderson Field atacaram os saldados japoneses que tentaram escapar pela praia e, durante a tarde, cinco tanques ligeiros aliados avançaram pela barra do esteiro e atacaram a mata de coqueiros. Os tanques varreram a zona com fogo de metralhadora e de canhão, para além de passarem por cima dos corpos dos soldados japoneses, vivos ou mortos, que se encontravam no seu caminho. Quando o ataque dos tanques terminou, Vandegrift escreveu que "a traseira dos tanques parecia um picador de carne.".[36]

Pelas 17:00 a resistência japonesa tinha terminado. Ichiki foi morto em combate ou cometeu suicídio ritual pouco depois, dependendo do relato. Quando fuzileiros curiosos começaram a caminhar pelo campo de batalha, alguns soldados japoneses feridos dispararam sobre eles, matando e ferindo vários homens. Depois desses episódios, as tropas aliadas passaram a apunhalar com as suas baionetas ou a disparar sobre os corpos de todos os japoneses que encontravam, apesar de quinze soldados japoneses inconscientes terem sido capturados vivos.[37] Cerca de trinta soldados japoneses escaparam à batalha e juntaram-se às tropas que tinham sido deixadas a guardar a retaguarda em Taivu Point.[38]

Desfecho

Soldados japoneses mortos na batalha, parcialmente enterrados na areia pela maré.

Para os aliados a vitória na Batalha do Tenaru foi psicologicamente importante pois demonstrou, após uma série de derrotas no Pacífico e na Ásia Oriental, que era possível derrotar as tropas japonesas numa batalha terrestre.[39] A batalha também abriu outro precedente que viria a repetir-se durante o resto da guerra, que era a relutância dos soldados japoneses em se renderem e a sua determinação em continuar a matar soldados aliados, mesmo quando se encontravam moribundos no campo de batalha. Sobre este assunto, Vandegrift comentou: "Nunca tinha ouvido falar nem lido sobre este tipo de combate. Esta gente recusa render-se. Os feridos esperam até que alguém se aproxime para os examinar… e rebentam-se em pedaços juntamente com o outro tipo com uma granada de mão.".[40]

A 25 de agosto a maioria dos sobreviventes da batalha chegou a Taivu Point e comunicou ao quartel-general do 17º Exército em Rabaul que as tropas de Ichiki tinham sido aniquiladas a curta distância do aeródromo. Reagindo com descrença às notícias, os oficiais japoneses prepararam planos para enviar mais tropas para Guadalcanal e tentar novamente recapturar Henderson Field.[41] A segunda grande ofensiva japonesa em Guadalcanal ocorreu cerca de três semanas depois na Batalha de Edson's Ridge, usando uma força muito maior do que a que tinha sido usada na Batalha do Tenaru.

Ver também

Notas

  1. Smith, Bloody Ridge, p. 14–15, Jersey, Hell's Islands, p. 209
  2. Frank, Guadalcanal, p. 147 & 681
  3. Smith, Bloody Ridge, p. 71, Frank, Guadalcanal, p. 156 & 681 - Smith fala em 38 mortos durante a batalha em adição aos três mortos na patrulha Brush; Frank fala em 41 mortos durante a batalha em adição aos três mortos na patrulha Brush.
  4. Smith, Bloody Ridge, p. 73, Frank, Guadalcanal, p. 156 & 681 - Smith diz que 128 dos 917 soldados do Primeiro Elemento sobreviveram, o que resulta em 774 mortos após subtrair os 15 capturados; Frank fala em 777 mortos.
  5. Hogue, Pearl Harbor to Guadalcanal, p. 235–236
  6. Morison, Struggle for Guadalcanal, p. 14–15
  7. Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 49–56, Smith, Bloody Ridge, p. 11 & 16
  8. Shaw, First Offensive, p. 13, Smith, Bloody Ridge, p. 16–17
  9. Miller, The First Offensive, p. 96
  10. Smith, Bloody Ridge, p. 88, Evans, Japanese Navy, p. 158, Frank, Guadalcanal, p. 141–143 – O 28º Regimento de Infantaria "Ichiki", pertencente à 7ª Divisão do Exército Imperial Japonês, recebeu o nome do seu comandante. O 4º Regimento de Infantaria "Aoba", pertencente à 2ª Divisão, recebeu o seu nome do Castelo Aoba em Sendai, porque a maioria dos soldados do regimento eram da prefeitura de Miyagi (Rottman, Japanese Army, p. 52). Segundo Evans, o regimento de Ichiki havia sido destacado para invadir e ocupar Midway, mas a invasão foi cancelada após a derrota das forças japonesas na Batalha de Midway, e o regimento de Ichiki foi enviado para Guam.
  11. Frank, Guadalcanal, p. 143–144
  12. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 98–99, Smith, Bloody Ridge, p. 31
  13. Evans, Japanese Navy, p. 161, Frank, Guadalcanal, p. 145, Jersey, Hell's Islands, p. 204 & 212, Morison, Struggle for Guadalcanal, p. 70, Smith, Bloody Ridge, p. 43 – Os soldados do "Primeiro Elemento" pertenciam maioritariamente ao 1º Batalhão do 28º Regimento de Infantaria comandado pelo major Kuramoto, e provinham sobretudo de Asahikawa, Hokkaido; Em Taivu Point havia um posto avançado japonês com cerca de 200 homens, que ajudaram no desembarque das tropas de Ichiki.
  14. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 99–100 and Smith, Bloody Ridge, p. 29 & 43–44
  15. Frank, Guadalcanal, p. 148, Jersey, Hell's Islands, p. 205, Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 62
  16. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 100, Jersey, Hell's Islands, p. 205, Smith, Bloody Ridge, p.47 – Os soldados norte-americanos e japoneses mortos neste confronto estão incluídos nas baixas totais da Batalha do Tenaru. Um dos cinco sobreviventes da patrulha japonesa viria mais tarde a morrer em Taivu Point em consequência dos ferimentos sofridos.
  17. Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 62
  18. Frank, Guadalcanal, p. 149
  19. Frank, Guadalcanal, p. 150
  20. Hammel, Carrier Clash, p. 135, Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 67
  21. Frank, Guadalcanal, p. 151
  22. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 102
  23. Hammel, Carrier Clash, p. 135
  24. Frank, Guadalcanal, p. 149 & 151, Smith, Bloody Ridge, p. 48
  25. Smith, Bloody Ridge, p. 58
  26. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 102, Hough, Pearl Harbor to Guadalcanal, p. 290, Smith, Bloody Ridge, p. 58–59
  27. Jersey, Hell's Islands, p. 210, Hammel, Carrier Clash, p. 137
  28. Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 68, Frank, Guadalcanal, p. 153
  29. Smith, Bloody Ridge, p. 62–63
  30. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 103
  31. Frank, Guadalcanal, p. 153, Smith, Bloody Ridge, p. 63
  32. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 103–104, Hammel, Carrier Clash, p. 141
  33. a b Zimmerman, The Guadalcanal Campaign, p. 69
  34. Frank, Guadalcanal, p. 154, Smith, Bloody Ridge, p. 66
  35. Hough, Pearl Harbor to Guadalcanal, p. 290
  36. Gilbert, Marine Tank Battles, p. 42–43, Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 106, Jersey, Hell's Islands, p. 212, Smith, Bloody Ridge, p. 66 - Algumas fontes afirmam que apenas quatro tanques estiveram envolvidos.
  37. Smith, Bloody Ridge, p. 71–72, Frank, Guadalcanal, p. 156 - Smith afirma que a maioria dos sobreviventes japoneses da batalha insistem que Ichiki foi morto em combate. Depois da batalha, um oficial japonês ferido, aparentemente fingindo estar morto, disparou com uma pistola sobre o fuzileiro que inspeccionava o seu corpo, ferindo-o gravemente antes de ser morto por outro fuzileiro, Andy Poliny. Poliny acreditava que se tratava de Ichiki; Frank afirma que a versão oficial da Agência de Defesa Japonesa sobre a batalha (Senshi Sōshō) diz que Ichiki cometeu suicídio ritual. No entanto, o relato de um dos sobreviventes japoneses indica que Ichiki foi visto pela última vez carregando em direcção às linhas aliadas.
  38. Hough, Pearl Harbor to Guadalcanal, p. 291, Smith, Bloody Ridge, p. 43 & 73 - 100 dos 128 soldados do destacamento de Ichiki que sobreviveram à ofensiva japonesa tinham ficado a guardar a retaguarda em Taivu Point, o que significa que cerca de trinta escaparam à batalha.
  39. Frank, Guadalcanal, p. 157
  40. Griffith, Battle for Guadalcanal, p. 107
  41. Frank, Guadalcanal, p. 158, Smith, Bloody Ridge, p. 74

Referências

Livros

  • Jersey, Stanley Coleman (2008). Hell's Islands: The Untold Story of Guadalcanal (em inglês). College Station, Texas: Texas A&M University Press. ISBN 1-58544-616-5 
  • Rottman, Gordon L.; Anderson, Duncan (ed. consultor) (2005). Japanese Army in World War II: The South Pacific and New Guinea, 1942–43 (em inglês). Oxford & New York: Osprey. ISBN 1-84176-870-7 
  • Gilbert, Oscar E. (2001). Marine Tank Battles in the Pacific (em inglês). [S.l.]: Da Capo Press. ISBN 1-58097-050-8 
  • Smith, Michael T. (2000). Bloody Ridge: The Battle That Saved Guadalcanal (em inglês). New York: Pocket. ISBN 0-7434-6321-8 
  • Hammel, Eric (1999). Carrier Clash: The Invasion of Guadalcanal & The Battle of the Eastern Solomons August 1942 (em inglês). St. Paul, Minnesota: Zenith Press. ISBN 0-7603-2052-7 
  • Frank, Richard (1990). Guadalcanal: The Definitive Account of the Landmark Battle (em inglês). New York: Random House. ISBN 0-394-58875-4 
  • Evans, David C. (1986). The Japanese Navy in World War II: In the Words of Former Japanese Naval Officers (em inglês) 2 ed. Annapolis, Maryland: Naval Institute Press. ISBN 0-87021-316-4 
  • Griffith, Samuel B. (1963). The Battle for Guadalcanal (em inglês). Champaign, Illinois: University of Illinois Press. ISBN 0-252-06891-2 
  • Morison, Samuel Eliot (1958). The Struggle for Guadalcanal, August 1942 – February 1943, Vol. 5 of History of United States Naval Operations in World War II (em inglês). Boston: Little, Brown and Company. ISBN 0-316-58305-7 

Sítios

Leitura adicional

  • Leckie, Robert (2001 (reedição)). Helmet for my Pillow (em inglês). [S.l.]: ibooks, Inc. ISBN 1-59687-092-3  Verifique data em: |ano= (ajuda) – relato da batalha na 1ª pessoa por um membro do 1º Regimento de Fuzileiros
  • Tregaskis, Richard (1943). Guadalcanal Diary (em inglês). [S.l.]: Random House. ISBN 0-679-64023-1 

Ligações externas