História de Andrelândia

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Fundadores

Foram os portugueses André da Silveira e Manoel Caetano da Costa, promotores da construção da capela de Nossa Senhora do Porto, os grandes responsáveis pelo surgimento do arraial do Turvo no cenário setecentista de Minas Gerais.

História

Andrelândia em 1930.

Foram os portugueses André da Silveira e Manoel Caetano da Costa, promotores da construção da capela de Nossa Senhora do Porto, os grandes responsáveis pelo surgimento do arraial do Turvo no cenário setecentista de Minas Gerais.

A fundação de Andrelândia, coincide com a terceira fase da Colonização Brasileira, no período compreendido entre 1700 e 1800, portanto, decorrente da busca de ouro e pedras preciosas pelos bandeirantes paulistas. Naquela época, várias vilas da Capitania de Minas Gerais afloravam-se entre as principais do Brasil e a população residente nesses lugares crescia cada dia mais, impulsionada pela febre do ouro que, também, aumentava a população flutuante, formando os grandes centros comerciais. Os paulistas comandavam todos os negócios e controlavam, sob os olhos da Coroa, as minas de extração de ouro, diamante e outras pedras preciosas desde o sul de Minas Gerais até Goiás. No início daquele século, por volta de 1720, Minas Gerais separou-se de São Paulo, transformando-se em província autônoma, governada por Lourenço de Almeida. Naquele tempo, também, já eram importantes centros urbanos as vilas de Mariana (Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo), São João del Rei, Vila Rica (atual Ouro Preto) e Vila da Campanha da Princesa. Além dessas povoações, existiam várias freguesias que se formaram ao longo de trilhas de ouro, principalmente, às margens de rios caudalosos e nas encostas e vales mais férteis. Essas freguesias foram fundadas pelos bandeirantes paulistas e terras novas e desabitadas, em pousadas e pontos de cruzamento de trilhas e em pontos de referência para os viajantes, também, por fazendeiros que se instalaram em terras permitidas pelos Intendentes, normalmente, ao longo das rotas traçadas pelos próprios bandeirantes. Dentre as Bandeiras mais importantes do final do século XVII, vindas de São Paulo, passando por Minas Gerais, até Goiás, o pintor Rugendas registra três: a de Antônio Rodrigues, a de Miguel de Almeida e a de Manuel Garcia.

A primeira freguesia a existir foi a de Aiuruóca, identificada pela Serra do Papagaio e fundada pelos bandeirantes paulistas, vindos da região de Taubaté. A bacia do Rio Grande formava o extenso território chamado Território da Campanha de Princesa, maior referencial populacional desde a Capitania de São Paulo até a Província de Goiás. As freguesias existentes na época, na região de Minas Gerais, eram as de Ouro Fino, Jacuhy, Camanducaya, Santa Ana, Cabo Verde, Itajubá, Pouso Alto, Baependy, Lavras do Funil, Ayuruoca, São João del-Rei e Campanha da Princesa, esta, ligada à Freguesia de Baependy. Somente a partir de 1800 é que se começaram as divisões em municípios.

Na primeira metade do século XVIII, duas fazendas foram instaladas além da freguesia de Aiuruóca, seguindo em direção a São João del-Rei, descendo o rio de nome Aiuruóca, à direita: essas fazendas pertenciam a André da Silveira e a Manoel Caetano da Costa. Dois rios, afluentes do rio Aiuruoca, eram os indicadores do lugar onde os fazendeiros se estabeleceram: o rio Turvo Pequeno que corre no sentido sul-noroeste e deságua no outro que é chamado de Turvo Grande, a poucos quilômetros do primeiro, ambos, de águas escuras, barrentas, turvas. O rio Turvo Grande, por sua vez, segue a direção sul-norte.

Passados dois anos, a 31 de maio de 1751, o padre Francisco de Cerqueira deu parecer favorável à construção da capela.

Registrada a escritura de doação de terras por André da Silveira, sua esposa e Manoel Caetano, bem como a garantia de um dote para a construção da capela, o bispo de Mariana deu, por fim, concluído o processo de construção da capela.

A capela foi benta em 22 de junho de 1755.

Passados quase cem anos da construção da capela, mais precisamente no dia 14 de julho de 1832, por um Decreto assinado pela Regência Trina Permanente (Deputado João Bráulio Moniz, Deputado José da Costa Carvalho - o Marquês de Montalvão - e o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva), a povoação que se formara em torno da capela foi elevada à categoria de Freguesia, passando a se chamar Freguesia De Nossa Senhora do Porto do Turvo.

1858 - Antônio Belfort de Arantes requereu a elevação do arraial do Turvo para vila, conseqüentemente, de Freguesia a Paróquia, considerando em suas afirmações a existência de mais 3.000 habitantes.

Em 1864, pela lei providencial número 1.191, de 27 de julho, a povoação passou a chamar-se Vila Bela do Turvo. Contudo para integrar o quadro de municípios, a Vila Bela do Turvo teria de possuir, no mínimo, uma cadeia pública e a Casa da Câmara.

O novo município foi solenemente instalado no dia 21 de outubro de 1866, incorporando as freguesias de São Vicente Férrer e Bom Jardim.

A lei número 2.840, de 7 de novembro de 1878, anexou à cidade do Turvo as freguesias de Carrancas e Cyanita (Madre de Deus de Minas), desmembreadas de São João del-Rei.

Bibliografia

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  • Livro Andrelândia Vultos & Fatos - Paulo César de Almeida
  • Livro Aspectos Históricos da Terra de André, pág. 10