Tempestade tropical Marco (2008)

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Tempestade tropical Marco
Tempestade tropical (EFSS)
A tempestade tropical Marco perto de seu pico de intensidade em 6 de outubro de 2008
Formação 6 de outubro de 2008
Dissipação 8 de outubro de 2008
Vento mais forte (1 min) 55 nós (102 km/h, 63 mph)
Pressão mais baixa 998 hPa (mbar) ou 749 mmHg
Danos Mínimos
Fatalidades Nenhuma
Áreas afetadas México (estados de Campeche e Veracruz)
Parte da
Temporada de furacões no Atlântico de 2008

A tempestade tropical Marco foi o décimo terceiro ciclone tropical dotado de nome da temporada de furacões no Atlântico de 2008. Marco formou-se de uma perturbação tropical que persistia sobre a península de Iucatã por vários dias. Em 6 de outubro, uma pequena circulação ciclônica formou-se no interior do sistema e se tornou uma depressão tropical assim que deixava a costa do estado mexicano de Campeche para adentrar a baía de Campeche. Mais tarde naquele dia, o sistema se fortaleceu para a tempestade tropical Marco. O sistema continuou a se intensificar sobre a baía de Campeche, atingindo seu pico de intensidade durante o começo da madrugada de 7 de outubro, com ventos máximos sustentados de 100 km/h. Marco manteve esta intensidade até atingir a costa do estado mexicano de Veracruz mais tarde naquele dia. Após seguir sobre o México, Marco enfraqueceu-se rapidamente e se dissipou sobre as montanhas do México central ainda em 7 de outubro.

Devido ao seu tamanho extremamente pequeno, Marco causou apenas danos mínimos em Veracruz. Houve relatos de enchentes localizadas e de mar agitado. Nenhuma fatalidade foi relatada e nenhuma pessoa ficou ferida devido aos efeitos de Marco no México. Marco também foi o menor ciclone tropical atlântico em tamanho já registrado na história.[1]

História meteorológica

O caminho de Marco

Marco formou-se de uma grande área de baixa pressão que persistia sobre o noroeste do mar do caribe e sobre a península de Iucatã durante a última semana de setembro de 2008.[1] Durante este período, a área de baixa pressão não mostrou sinais de organização.[1] No entanto, em 4 de outubro, a chegada de uma onda tropical causou o aumento da organização do sistema.[1] Com isso, uma pequena circulação ciclônica formou-se ao largo da costa de Belize.[1] Sob a influência de uma alta subtropical ao seu norte, o sistema seguiu para oeste atingindo a península de Iucatã.[1] Sobre a península, o sistema parou de mostrar sinais de organização devido à interação com terra.[1] No entanto, áreas de convecção começaram a se formar assim que o sistema cruzava a península e se aproximava da baía de Campeche.[1] Por volta da meia-noite (UTC) de 6 de outubro, quando a perturbação tropical alcançou a laguna de Términos, no estado mexicano de Campeche, já estava bastante definida, com suficientes áreas de convecção, para ser declarada como uma depressão tropical pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.[2]

Marco pouco antes de atingir a costa mexicana em 7 de outubro

Continuando a seguir para oeste e para oeste-noroeste, o sistema alcançou as águas abertas da baía de Campeche horas depois de ter se tornado uma depressão tropical.[1] Uma vez sobre as águas quentes da baía de Campeche, a depressão, cuja cobertura das nuvens associadas media menos do que 140 km de diâmetro, começou a se intensificar rapidamente e começou a exibir bandas curvadas de tempestade.[1] Com isso, o sistema se intensificou para a tempestade tropical Marco por volta do meio-dia de 6 de outubro, estando naquele momento a cerca de 110 km a nordeste da cidade mexicana de Coatzacoalcos.[3] Com bons fluxos de saída de altos níveis proporcionado por um anticiclone próximo, Marco continuou a se intensificar gradualmente assim que seguia continuamente para oeste-noroeste, atingindo seu pico de intensidade por volta da meia-noite (UTC) de 7 de outubro, com ventos máximos sustentados de 100 km/h, estando naquele momento a cerca de 120 km a leste-nordeste da cidade de Veracruz.[1] Neste momento, o raio de ventos máximos media apenas 19 km,[4] diminuindo para 10 km horas depois.[1] Com isso, Marco foi o menor ciclone tropical atlântico em tamanho já registrado na história.[1]

A partir de então, Marco começou a seguir para oeste, mantendo a sua intensidade até fazer landfall na costa do estado mexicano de Veracruz por volta do meio-dia de 7 de outubro, logo a leste da pequena localidade de Misantla, localizada entre as cidades de Tuxpan e Veracruz.[5][6] A pequeníssima tempestade tropical começou a se enfraquecer rapidamente, se enfraquecendo para uma depressão tropical antes de se dissipar completamente apenas 6 horas após ter atingido a costa.[7]

Preparativos e impactos

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Devido ao seu tamanho extremamente pequeno, Marco causou apenas danos mínimos em Veracruz. Houve relatos de enchentes localizadas e de mar agitado. Nenhuma fatalidade e nenhuma pessoa ficou ferida devido aos efeitos de Marco no México.[1]

Ver também

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n Franklin, James L. (14 de novembro de 2008). «Tropical Cyclone Report Tropical Storm Marco» (PDF). Centro nacional de Furacões (em inglês). Consultado em 9 de janeiro de 2009 
  2. «Tropical Depression Thirteen Discussion number 1». National Hurricane Center (em inglês). 6 de outubro de 2008. Consultado em 8 de outubro de 2008  Parâmetro desconhecido |coautors= ignorado (ajuda)
  3. «Tropical Storm Marco Discussion number 2». National Hurricane Center (em inglês). 6 de outubro de 2008. Consultado em 8 de outubro de 2008  Parâmetro desconhecido |coautors= ignorado (ajuda)
  4. Stewart (7 de outubro de 2008). «Tropical Storm Marco Discussion number 3». National Hurricane Center (em inglês). Consultado em 8 de outubro de 2008 
  5. Franklin (7 de outubro de 2008). «Tropical Storm Marco discussion number 4». National Hurricane Center (em inglês). Consultado em 8 de outubro de 2008 
  6. «Tropical Storm Marco Discussion number 5». National Hurricane Center (em inglês). 7 de outubro de 2008. Consultado em 8 de outubro de 2008  Parâmetro desconhecido |coautors= ignorado (ajuda)
  7. Blake (8 de outubro de 2008). «Tropical Depression Marco discussion number 7». National Hurricane Center (em inglês). Consultado em 8 de outubro de 2008 

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